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Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Ouve meu anjo
o navio tinha
partido
e o
vento
nesse dia era
forte
muito forte
a
saudade
de ter o
pajem
de volta para
o leito
a praia dos
tesouros.
Era
uma ínsua a secar.
Ouve meu
querido
menino; foi
um tiro na
noite
no peito de
todas
as noites
até o dia te
trazer
e a noite
vingar.
popular
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"Fake News" - Então, o lixo Berardo está clausulado com o Estado, de modo a que o Estado sai sempre prejudicado, ou seja, a Isabel Pires de Lima-- mais um caso de política com rimel -- assinou protocolos em que o Centro Comercial, perdão, Cultural de Belém, expunha as coisas, mas se o "comendador" precisasse, elas nunca poderiam ser salvaguardadas e classificadas como de interesse público, e, assim, o “comendador” poderia vendê-las em Portugal, e no estrangeiro, ou, mesmo em caso de estar a dever mil milhões ao Estado, até podia agarrar em tudo, e voltar a fugir para a África do Sul, à sombra do Museu Berardo do Cabo, para recomeçar da base, no tráfico de cícades e exploração do preto. Quem decidiu isto?... A Isabel Pires de Lima, entre duas mãozadas de rimel nos olhos, não se lembra, mas talvez se lembre outro retornado, como o “comendador”, o sinistro João Pinharanda, ou o mentor do João Pinharanda, o ainda mais sinistro Alexandre Melo, e tudo isto cheira, por todo o lado, a golpadas de retornados, de onde o maior lesado foi o Estado, que não é retornado, é mesmo de cá, um estado de cá, e já que esse estado é de cá, os verdadeiros lesados somos todos nós, já que nós todos somos esse estado cá
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Há poemas que podiam (deviam) ser cantados
entre grasnares de gaivotas e imagens de barcos
Mas também podia ser
simplesmente com o sol a nascer
O poema encaixa demasiado bem nas circunstâncias. É uma grande perda, embora eu nem consiga ainda perceber a extensão das coisas. Por vezes, só me ocorre o Fantasma da Ópera, onde eu fui a voz oculta, por detrás das paredes, a orientar alguém que estava sempre a fugir contra o Tempo.
Isto é muito pessoal, mas creio que a corrida terminou.
Julgo que agora mais ninguém voltará a perturbar o Raul, que era mais mais criança do que todos os seus predadores alguma vez poderiam pensar.
Pela minha parte, acho que nunca mais me habituarei a não ter a mais atenta das atenções do outro lado das paredes da minha parede das vozes.
Se alguma vez alguém pudesse chegar a saber um décimo de tudo isto...