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Aos domingos não vamos à praia.
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Pronto, já está: certamente deve ter reparado na voragem dos últimos dias, com o Cristiano Ronaldo, “The Special One… percent”, a aparecer na televisão, como se nada tivesse acontecido, em tudo o que é anúncio, caríssimo, com criancinhas ao lado, e na multidão de gajas de aluguer, nereidas e putas afins, a quem se diz que ele em tempos pagou para que aparecessem, como alibi, nas capas de revistas, a virem dizer que ele é bom menino, incluindo aquele “one percent”, pois a verdade é que a Kathryn Mayorga acabou de despejar no “Der Spiegel” os pormenores todos, sobretudo aquele que vai atirar o “The Special One… percent” para o lugar próprio de onde nunca devia ter saído, e vai pôr a mamã Aveiro e a mana apoiante do Bolsonaro a calmantes, coitada da Kathryn: pois, então, parece que o “The Special One… percent” lhe saltou mesmo para cima, e como é testado de três em três meses, para ver se apanhou algum bichinho, a encavou brutalmente, SEM PRESERVATIVO NEM LUBRIFICANTE, e a deixou toda ferida e a sangrar, a dizer “NÃO, NÃO, NÃO”, e cheia de medo de ter apanhado alguma doença sexualmente transmissível, a célebre SIDA/AIDS, que se apanha mesmo assim, em sexo desprotegido, na forma bruta de penetração anal, com ferimentos expostos aos líquidos seminais com que “The Special One… percent” ficou nos dedos, depois de a ter brutalmente violado. Pagou-lhe $375 000 US para ela se calar, mas nós agora somos mais exigentes, e queremos que ela fale de graça e lhe descubra esse One Percent de que tanto gostamos 😊
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A Europa foi a única oportunidade que tivemos, no séc. XX, de sair do longo mofo nacional, as sacristias, as vizinhas espias atrás das cortinas, o bufo das conversas de café, o analfabeto que sabia e mandava mais do que os doutores. Para quem não gostava nada disso, passou a haver uma alternativa, que era virar as costas ao panorama e olhar para o continente. Em termos civilizacionais, penso que uma das melhores prendas que alguma vez me deram foi um passaporte europeu. Afora isso, os problemas da Europa resolvem-se dentro da Europa, e não fora, ou contra a Europa. Aos meus inimigos de ontem, o longo mofo nacional, as sacristias, as vizinhas espias atrás das cortinas, o bufo das conversas de café, o analfabeto que sabia e mandava mais do que os doutores, Fátima, Futebol e Cavaco Silva, juntaram-se outros, o Boris, o Bolsonaro, o Farage e o fundamentalismo das três religiões do Livro. Sendo que tudo isso não deverá ser mais do que uma das estações do nosso longo fado, vou hoje votar, como cidadão europeu, a favor, e não contra a Europa, à espera de que a Europa nos melhore Portugal, e de que Portugal só desperte na Europa e nos restantes vizinhos da Aldeia Global, bons sorrisos simpáticos. No fundo, sou um oportunista: estou sempre à espera de que o meu cartão de cidadão e o meu passaporte europeu me dêem cada vez mais direitos, longe das margens do Tejo, e me abram cada vez mais destinos livres de viagem. :-)