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Manual de "migrantes" para totós - Fatiha é de Omhs. Sempre foi de Ohms. Ao longo de 30 anos, teve sete filhos. Encontramos um ventre seco e um olhar que as lágrimas já não visitam. A sua vida foi vender bolos, até que a guerra começou. Agora, tem muitas dificuldades em se mover. Há 3 anos, Amid e Ibrahim foram mortos pelo regime de Assad. As filhas mais novas, que tratavam dela, foram raptadas pelos criminosos do ISIL, no início do verão. Yussuf, Mamoud e Zacharias partiram há dois meses, com destino à Alemanha. Prometeram enviar, notícias mal chegassem, mas Fatiha não voltou a ouvir falar deles. Confessa que come um pouco de pão, que a vizinha lhe dá, uma vez por dia, mas ela também já lhe disse que também poderá partir em breve. Agora, quando Fatiha tenta dormir, é sempre agarrada ao seu cão. Quem cuidará da velhice de Fatiha?...
Foi-se mais um escritor da família. Estava a escrever as memórias de um certo tempo, como eu hei de escrever as memórias de um outro. Em nenhum momento são memórias de bons tempos, mas sempre memórias repletas de más pessoas, capazes de maus atos, sempre movidas por maus pensamentos, a semearem infelizes em seu redor e a nunca cumprirem aquele velho preceito do profeta Jesus, do vive e deixa viver. São memórias cheias de gente que não viveu e também queriam que os outros não vivessem. Um dia tudo será claro. Que o Armando repouse em paz