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Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Às sete da manhã pôs um olho
de fora e contou três chapéus amarelos e cinco encarnados. A maré estava baixa
e as rochas cobertas de limo brilhavam ao sol. Será um bom dia, disse em voz
alta enquanto sacudia as barbatanas peitorais. Em seguida mergulhou, contornando embalagens de iogurte, sacos de plástico e dois ossos de galinha.
Sentiu um arrepio na espinha e num impulso ascendente ganhou asas e voou. Se
tivesse olhado para baixo teria contado mil e quinhentas cabeças a escaldar na
areia. Mas não olhou.
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Manual de "migrantes" para totós - Fatiha é de Omhs. Sempre foi de Ohms. Ao longo de 30 anos, teve sete filhos. Encontramos um ventre seco e um olhar que as lágrimas já não visitam. A sua vida foi vender bolos, até que a guerra começou. Agora, tem muitas dificuldades em se mover. Há 3 anos, Amid e Ibrahim foram mortos pelo regime de Assad. As filhas mais novas, que tratavam dela, foram raptadas pelos criminosos do ISIL, no início do verão. Yussuf, Mamoud e Zacharias partiram há dois meses, com destino à Alemanha. Prometeram enviar, notícias mal chegassem, mas Fatiha não voltou a ouvir falar deles. Confessa que come um pouco de pão, que a vizinha lhe dá, uma vez por dia, mas ela também já lhe disse que também poderá partir em breve. Agora, quando Fatiha tenta dormir, é sempre agarrada ao seu cão. Quem cuidará da velhice de Fatiha?...
Que bom seria o verão, sem os... outros :-)